O empresário do setor educacional, Jailson Ferreira da Silva, afirma que a discussão sobre o ensino no Brasil deve ir muito além da simples memorização de conteúdos, passando obrigatoriamente pelo desenvolvimento da inteligência emocional, especialmente nas escolas públicas.
Com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de competências socioemocionais tornou-se obrigatório. Esse pilar abrange o reconhecimento e a regulação de emoções, o desenvolvimento da empatia e a capacidade de resolução de conflitos. A implementação, que ganha força nas escolas de todo o país com o apoio de políticas públicas e projetos pedagógicos, tem como objetivo transformar o ambiente escolar, impulsionar o rendimento dos alunos e prepará-los melhor para a vida profissional.
Para Jailson Ferreira da Silva, é fundamental priorizar quatro aspectos centrais nessa jornada:
- Clima escolar: A inserção de atividades que estimulam o reconhecimento emocional tem contribuído diretamente para a redução de incidentes de bullying e para o aumento da empatia entre os estudantes, conforme apontam relatos de gestores escolares.
- Desempenho acadêmico: Pesquisas indicam que alunos capazes de gerenciar a ansiedade antes de avaliações apresentam um desempenho superior nas provas, comprovando a forte relação entre o equilíbrio socioemocional e as boas notas.
- Preparação para o mercado de trabalho: Empregadores destacam constantemente a importância de habilidades como liderança, adaptabilidade e inteligência emocional, o que reforça a urgência de incluir essa formação desde o ensino básico.
- Saúde mental: A criação de espaços de escuta acolhedora e apoio dentro das escolas é uma estratégia essencial para prevenir casos de ansiedade e depressão entre os adolescentes, fortalecendo toda a rede de proteção institucional.
“Levar isso para a escola pública é promover justiça social e igualdade real de oportunidades”, conclui o empresário.
